Marcha em defesa da educação e contra reforma da Previdência reúne milhares de pessoas em Brasília | Portal
15/05/19 14:56

Marcha em defesa da educação e contra reforma da Previdência reúne milhares de pessoas em Brasília

Trabalhadores e estudantes de escolas públicas, de universidades federais e institutos federais, além de representações de movimentos sociais, realizaram nesta quarta-feira (15) uma grande manifestação em Brasília (DF), que, segundo os organizadores, reuniu cerca de 50 mil pessoas. O ato faz parte da greve nacional da educação, convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE), para protestar contra o bloqueio de verbas para área e em defesa da aposentadoria.

Segundo a entidade, além da paralisação das atividades nas escolas públicas, municipais, estaduais, universidades e institutos federais, ocorreram manifestações nos 26 estados e Distrito Federal, reunindo mais de um milhão de pessoas.  Em Brasília, a concentração foi em frente ao Museu Nacional, de onde os manifestantes saíram em caminhada até o Congresso Nacional. As seis pistas do Eixo Monumental foram tomadas por pessoas com faixas e cartazes.

A marcha contou também com a participação de deputados estaduais, federais e senadores. “O que está sendo feito por este governo é um verdadeiro desmonte de todos os instrumentos que temos para o Brasil desenvolver todo o seu potencial econômico e social. São os bancos públicos, a energia, o petróleo entregue ao capital internacional, e agora o maior ataque já visto contra a educação pública, contingenciando ainda mais os recursos e perseguindo universidades, institutos e escolas”, ressaltou a deputada federal Erika Kokay (PT/DF).

O presidente da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), Jair Pedro Ferreira, também participou da marcha em Brasília. “O momento é de resistência em defesa do patrimônio de todos os brasileiros. Trabalhadores e sociedade precisam participar de atos como esse e intensificar a luta por uma educação pública e de qualidade, em defesa das empresas e dos bancos públicos para fomentar o desenvolvimento econômico e social do país”, acrescenta.

Durante o ato, parlamentares informaram que o ministro da Educação, Abraham Weintraub, foi convocado pelo Congresso Nacional para prestar esclarecimentos sobre o contingenciamento de verbas das universidades federais, nesta quarta-feira.

O anúncio de corte de verbas, feito pelo governo federal, determinou o bloqueio de 30% da verba destinada às universidades e institutos federais. A medida coloca em risco serviços básicos e impede a realização de pesquisas, projetos e serviços acadêmicos.

“É preciso parar e exigir o direito à educação que é de todos. Temos o apoio de pais, mães e alunos preocupados com os rumos do ensino público no Brasil”, destaca o presidente da CNTE, Heleno Araújo.

Reforma da Previdência


Outro tema que motivou a paralisação desta quarta-feira é a reforma da Previdência. Durante a manifestação foram distribuídos materiais para esclarecer a população sobre os prejuízos que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 006/2019 pode trazer caso seja aprovada no Congresso Nacional.

Dentre os pontos destacados estão: a proposta criar uma idade mínima de aposentadoria, acabando com a possibilidade de aposentadoria por tempo de contribuição; o trabalhador só terá direito a 100% dos benefícios quando completar 40 anos de contribuição, benefícios como pensão por morte e aposentadoria por validez serão reduzidos.

A greve nacional da educação é apontada pelas entidades sindicais e movimentos sociais como um “esquenta” para a greve geral, convocada para o dia 14 de junho pelas centrais sindicais ( CUT, Força, UGT, CTB, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Nova Central),  em defesa do direito de aposentadoria e o repúdio à PEC 6/19.

Foto: Rodrigo Pilha

 

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